quinta-feira, 27 de novembro de 2008

49 - Questão 16 do VestUFES 2009

Lamentavelmente a banca de Física da Comissão Coordenadora do Vestibular da Universidade Federal do Espírito Santo não acatou a solicitação feita, oficialmente, por 3 (três) Colégios de anulação da questão de número 16 do VestUFES 2009. Tal decisão, além de equivocada, prejudica todos os alunos que fizeram a outra interpretação cabível.

O enunciado de uma questão deve ser muito claro quanto ao que solicita e não deve trazer informações que tem de ser “subentendidas”. A questão era literal e o enunciado não citava a aceleração da gravidade, portanto, ela não poderia aparecer na alternativa correta e, muito menos, subentender que se referia à aceleração da gravidade na superfície da Terra. Tudo foi muito piorado pelo fato de que as expressões correspondentes às duas interpretações possíveis aparecerem nas alternativas oferecidas.

Também o fato de que na prova de Física seriam anuladas 2 (duas) questões - foi anulada a questão de número 40 - não deveria, como a meu ver foi, ter sido levado em conta.

Não é a primeira vez que tal fato ocorre no VestUFES e, definitivamente, não contribui para a boa imagem da Universidade Federal do Espírito Santo.

Seguem a questão, as duas soluções possíveis e um comentário final sobre a resposta considerada como oficial:



















Solução 1:

Considerando que “g” seja a aceleração da gravidade para a distância considerada:
























Resposta B


Solução 2:

Considerando que “g” seja a aceleração da gravidade na superfície da Terra:



























Resposta D

Comentário:

Seria melhor se a expressão fosse colocada na forma:

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

48 - Altitude ou altura?

Posto abaixo os verbetes "altitude" e "altura" do iDicionário Aulete da língua portuguesa:

(al.ti. tu.de)

sf.

1. Altura, ou medida da altura de um ponto qualquer da superfície terrestre em relação ao nível do mar.

2. A maior altitude (1) de uma montanha, uma cordilheira etc.: A altitude do Everest é de quase 9 mil metros.

3. Altura (e sua medida) de qualquer coisa, acima do nível do mar: altitude de uma nuvem: O avião voava a uma altitude de 5 mil metros

4. Fig. Elevação, nobreza: altitude nos gestos e no falar.


(al.tu.ra)

sf.

1. Qualidade de alto

2. Dimensão vertical de um corpo, de seu ponto mais baixo ao mais alto: altura de um cone

3. Medida vertical de um ser vivo; ESTATURA: Oscar tem mais de 2m de altura: "Manoel Barbosa era homem de boa altura, um tanto magro." (Júlio Ribeiro, A carne.))

4. Posição elevada de algo, de um ponto, lugar etc. em relação a sua distância ao solo; essa distância; ALTITUDE: A águia voava a grande altura

5. Ponto elevado: Daquela altura, pode-se ver toda a cidade.

6. Ponto, localização, posição de algo em relação ao âmbito de espaço em que se encontra: Não sei em que altura da rua fica a loja.

7. Instante, momento, em relação ao decorrer do tempo: Nessa altura já devem ter chegado lá.

8. Fase ou etapa na execução de um trabalho; PARTE: Em que altura anda a investigação do caso?

9. Mérito, valor, importância: Nunca imaginou que seu nome alcançasse tamanha altura.

10. Acús. Intensidade da sensação auditiva resultante da frequência das vibrações sonoras: A altura do som era de ensurdecer

11. A intensidade da frequência vibratória de um som, de voz etc.: A altura da voz dela a define como soprano. [ Quanto maior a frequência, mais agudo é o som ]

12. Geom. Num triângulo, perpendicular à base que parte dela e termina no vértice oposto, ou em paralela à base que passa por esse vértice; sua medida.

13. Geom. Num quadrado ou num retângulo, qualquer perpendicular à base que parte dela e termina no lado oposto e paralelo; sua medida

14. Geom. Num paralelogramo, perpendicular à base que começa nela e termina no lado oposto e paralelo, ou em seu prolongamento; sua medida

15. Geom. Num prisma, perpendicular à base que começa nela e termina na base oposta e paralela; sua medida

16. Geom. Numa pirâmide, perpendicular à base que começa em seu centro e termina no vértice, ou em plano paralelo à base que contém o vértice; sua medida

17. Geom. Num cone, perpendicular à base que começa no seu centro e termina no vértice, ou em plano paralelo à base que contém o vértice; sua medida

18. Geom. Num cilindro, perpendicular à base que começa nela e termina na base oposta, paralela à primeira; sua medida

19. Astron. Medida da distância angular de um ponto da esfera celeste em relação ao horizonte, tomada no arco de círculo contido na esfera e que passa por esse ponto


Verificamos, então, que a diferença fica no referencial "nível do mar" e que tal diferenciação apenas se aplica à distância e não às outras grandezas que possam existir em cada caso.

Não procede, pois, a alegação feita pelos professores de uma instituição de ensino de que o uso do termo “altitude”, no enunciado de uma das questões do VestUFES-2009, também obrigasse à consideração da aceleração da gravidade na Terra, ao nível do mar.

domingo, 12 de outubro de 2008

47 - Tão bom quanto Senna?????????

No GP do Japão a capacidade do Lewis Hamilton fazer bobagens superou o imaginável. Ao invés de fazer uma largada tranqüila pois era o que o seu momento no campeonato exigia, chegou à primeira curva como um doido e arrumou um salseiro tal que ele próprio se prejudicou. Talvez a declaração "sei que sou tão bom quanto Senna foi" que fez em entrevista ao canal alemão RTL tenha lhe subido à cabeça a ponto de realmente acreditar em tal asneira e achar que seria capaz de, chegando à primeira curva daquela maneira, sair da mesma à frente de todo mundo.




















Mesmo assim o que Hamilton aprontou e o que Massa fez posteriormente foram lances que podem acontecer em qualquer disputa por posições, não tendo sido propositais. A direção de prova, punindo os dois, estava querendo "mostrar serviço".
Sebastien Bourdais quis ter seu minuto de fama e arranjou uma briga desnecessária com um "cachorro grande", discutível foi sua punição após a prova.

Parabéns a Fernando Alonso e a Robert Kubica pois foram impecáveis.

PS- Claro que Lewis Hamilton é um piloto "muuuito" bom, só que deveria mostrar mais "cabeça" e só exigir de si o que sua habilidade permite.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

46 - Curva parabólica de Monza

No próximo domingo (14/09/2008) acontecerá o Grande Prêmio da Itália no Autódromo de Monza e, novamente, ouviremos o "grande" Galvão Bueno falando sobre uma tal de Curva Parabólica. A curva tem esse nome devido ao desenho do seu traçado e não pelo tipo de inclinação. Como eram utilizadas nas décadas de 1950 e 1960 duas curvas inclinadas e, estas sim, de piso parabólico (veja a postagem 42), a confusão foi formada.

A ilustração mostra como é o circuito de Monza atualmente.
Transcrevo abaixo a resposta dada a uma pergunta no site http://www.gptotal.com.br/ :

"As curvas, que aparecem em toda a sua majestade no filme Grand Prix, foram construídas em 1955 num delírio de grandeza dos italianos, dando continuidade à recuperação do autódromo de Monza, criado em 22, severamente danificado durante a II Guerra Mundial.
Seguindo o antigo traçado, os engenheiros inseriram um circuito oval com as curvas inclinadas dentro do circuito que você já conhece. As curvas iam se inclinando progressivamente até chegarem a 80% em sua parte superior. Caminhei sobre elas e garanto: não dá para chegar, de pé, à metade da pista, tal o grau de inclinação.
Você largava no mesmo local de hoje, entrava na Curva Norte, depois na Sul e saía de novo na reta dos boxes, mas no lado esquerdo dela. Daí em diante, você cumpria uma volta quase igual a que se dá hoje, passava diante dos boxes e entrava novamente na Curva Norte. Você notou como é larga a reta dos boxes de Monza? Pois é. Ela era dividida em duas por cones e os carros passavam por lá duas vezes. Estranho, não? Mas pense no público, que tinha a oportunidade de ver os carros diante de si duas e não uma vez por volta. Ainda hoje, se você reparar bem, dá para ver um pedacinho da curva Norte um pouco antes da freada da primeira chicane e a Curva Sul ao fundo da reta dos boxes.
Os italianos descobriram que tinha feito bobagem no dia da inauguração das curvas inclinadas, em 11 de setembro de 55. Feita em concreto armado, a superfície das curvas era por demais irregular para a velocidade que os carros atingiam - mais de 280 km/h. Era muito esforço para suspensões e chassis e os pilotos reclamaram. Os GPs de Fórmula 1 usando as curvas inclinadas foram quatro: 55, 56, 60 e 61. O circuito oval foi usado pela última vez em 69, numa corrida de sport-protótipos. Os italianos já pensaram em demolir as Curvas Inclinadas mas elas resistem. Quando as visitei, num final de outono, estavam cobertas por folhas caídas das muitas árvores que rodeiam o autódromo.
Quanto à Curva Parabólica, uma das mais estranhas curvas da Fórmula 1, é aquela imediatamente anterior à reta de largada, malditamente famosa pelas mortes de Von Trips em 61, junto com onze espectadores, e Rindt em 70. Ela foi construída simultaneamente às curvas inclinadas.
Uma última coisa: saiba que, na década de 30, Monza já contava com chicanes...
(EC)"

As curvas a que o texto se refere são as do antigo circuito oval que existia em Monza, a ilustração abaixo mostra como era o circuito:


















A fotografia mostra uma cena do filme Grand Prix onde um "fórmula 1" (foram utilizados no filme monopostos da fórmula 3 "maquiados") passa por uma das duas Curvas Inclinadas Parabólicas de Monza:


























A próxima foto mostra o grande Juan Manuel Fângio, em 1955, pilotando uma Mercedes "Flecha de prata" (o carro de número 18 na foto) e um detalhe da construção de uma das curvas:

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

45 - Lewis Hamilton

Muito se discutiu sobre a punição recebida ontem por Lewis Hamilton pela forma como "cedeu" a posição para Kimi Räikkönen. O acontecido mostra, mais uma vez, que o penta-campeão mundial Juan Manuel Fangio estava certo quando disse que "carreras son carreras".
O fato é que se não tivesse escapado na curva, Hamilton não sairia da mesma em posição de ultrapassar o finlandês. Pt saudações.
















PS. O Hamilton já devia ter percebido que quando tenta bancar o "experto" só tem se dado mal. Ele devia ter consciência de que é bom o suficiente para não precisar desses artifícios.

domingo, 7 de setembro de 2008

44 -Curva sub elevada

Quando a pista, na curva, é mais baixa do lado externo do que do lado interno temos uma curva sub elevada. É como se fizéssemos uma curva na parte externa de um cone.













A figura mostra como ficam as forças que atuam no carro:





















A força normal da pista sobre o carro inclina-se para fora da curva e origina uma componente que DIMINUI a resultante centrípeta e faz com que o carro para fazer uma curva de mesmo raio tenha de ter MENOR velocidade.

No eixo vertical:






A resultante centrípeta seria:







Você deve estar se perguntando para que fazer uma curva com inclinação “negativa” já que ela ao invés de ajudar, prejudica os carros que por ela trafegam.
Em Vitória, ES, temos a chamada “curva do Saldanha” que, no sentido do centro da cidade para o bairro de Jucutuquara, é fortemente sub elevada. Inúmeros acidentes já ocorreram no local e as autoridades não tomaram nenhuma providência.
Como a “curva do Saldanha” já tem mais de 50 anos e nenhum prefeito, embora tenham existido promessas, fez algo para corrigir tal absurdo, sugiro que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN decrete o seu tombamento e que ela passe a ser um ponto turístico homenageando assim os nossos homens públicos.

sábado, 6 de setembro de 2008

43 - Curva parabólica

Nos autódromos, quando a curva é super elevada, a sua superfície é, geralmente, parabólica e as forças atuantes no carro, aqui representado em duas posições, são:





















Repare que quanto maior for a inclinação na curva maior será a força normal e maior será a componente que fará o papel de resultante centrípeta (não estamos considerando a força de atrito) e, portanto, maior será a velocidade possível.
Se a parabólica for até a vertical não haverá limite teórico para a velocidade do carro.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

42 - Curva super elevada ou sobre elevada

Quando a pista, na curva, é mais alta do lado externo do que do lado interno temos uma curva super elevada. É como se fizéssemos uma curva na parte interna de um cone.













A força normal da pista sobre o carro inclina-se para dentro da curva e origina uma componente que ajuda a resultante centrípeta e permite ao carro fazer uma curva de mesmo raio com maior velocidade.
A figura mostra como ficam as forças que atuam no carro desconsiderando-se a força de atrito:


















A componente Ny fica responsável por equilibrar o peso do carro e a resultante centrípeta será a componente Nx.
No eixo vertical:





A resultante centrípeta seria:





Considerando o atrito, no caso de o carro estar fazendo a curva com a máxima velocidade possível, as forças que atuam no carro são:



















No eixo vertical:






A resultante centrípeta seria:








Repare que no caso de o carro estar fazendo a curva na iminência de deslizar para o lado de dentro da mesma, a força de atrito teria seu sentido invertido.

domingo, 24 de agosto de 2008

41 - Poluição das motocicletas

Quando, no ano passado, numa palestra em Vila Velha eu disse que as motocicletas eram responsáveis pela maior parte da poluição automobilística, muita gente deve ter achado estranho. O vídeo de uma matéria do Jornal Hoje, da Rede Globo, mostra uma entrevista com o Dr Paulo Saldiva, médico e pequisador da USP, onde com a ajuda de um aparelho por ele criado foi medida a emissão de monóxido de carbono por automóveis de passeio e por motocicletas e mostra que uma motocicleta nova lança, por quilômetro rodado, 15 VEZES mais monóxido no ar do que um automóvel novo!
A emissão maior se deve ao fato de que a esmagadora maioria das motocicletas ainda usa carburador, sistemas de controle de ignição e injeção de combustível controlados mecânicamente e não usam catalisadores na descarga, enquanto já a vários anos os outros veículos usam sistemas de injeção e ignição controlados eletrônicamente e seus sistemas de exaustão são equipados com catalisadores.
Como diria um ex-presidente da República: as nossas motocicletas são "carroças".

sexta-feira, 20 de junho de 2008

40 - E é um tiozão

O vídeo mostra, em uma pista, um comparativo de desempenho entre alguns carros de sonho: Ferrari F430, Mercedes S65 AMG, BMW M5 e Mercedes CLS 55 AMG. Para espanto de muitos o vencedor foi o Mercedes S65 AMG, um sedã de 4 (quatro) portas, isto é, um carro de passeio (claro, para quem tem dinheiro para passear nele).
Ficha técnica do baby:
motor de 12 cilindros bi-turbo com 3 válvulas por cilindro, 5.980 cm3 de deslocamento, 612 hp de potência, 101,9 kgfm de torque (limitado eletronicamente) e 2.705 kg de peso...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

39 - Um exemplo famoso de ressonância

As oscilações forçadas pelo som que sai da caixa têm freqüência igual à natural da taça e a amplitude de vibração aumenta indefinidamente até o vidro quebrar.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

38 - Tiros para o alto

A matéria publicada na edição 2042 da revista Veja confirma o que eu sempre disse em sala de aula sobre projéteis de armas de fogo atirados para cima: a sua queda se dá com velocidade suficiente para, até, matar alguém.

Algumas correções podem ser feitas na matéria, como quando informa que: "Quando o tiro é disparado a 90 graus, a bala pode cair em qualquer lugar num raio de 10 metros." Os MythBusters fizeram um programa em que uma arma calibre 9 mm foi disparada verticalmente e foi verificado que, no retorno ao solo, o projétil caiu a 40 metros do ponto de lançamento, ou seja, não podemos esquecer da influência do vento em sua trajetória. Também não podemos esquecer que para disparar um projétil a 90 graus é necessário que a arma esteja firmemente presa a um suporte. Num disparo dado com a arma na mão, mesmo segurando-a perpedicularmente ao solo, é simplesmente impossível a bala ser lançada formando um ângulo de 90 graus com a horizontal. Tal informação, portanto, não é verdadeira mas tais erros não afetam o essencial da matéria: alertar as pessoas de que tiros para cima podem ser fatais.

A revista brasileira Magnum trouxe por, pelo menos, duas vezes matérias sobre o assunto, sendo que na primeira delas citou um caso ocorrido na cidade de São Paulo onde um vigia noturno quase matou uma criança, que dormia dentro de casa, com um tiro de uma arma calibre 32 disparada para o alto. Meses após tal reportagem ser publicada passei a uma aluna um cópia xerox da mesma para desmentir uma afirmação estúpida de um amigo seu que, pasmem, era membro da Polícia Federal.

A matéria da Veja foi postada no link "Notícias" com o número 72, leia-a.

37 - Recomeçando

Após um longo descanso volto às atividades no blog. Temos algumas novidades: mudei o visual do blog e agora as linhas de texto mudam seu comprimento de acordo com a largura da janela, coloquei uma apresentação de slides à direita da página, logo abaixo do gadget verde do blogblogs, postei mais notícias no link "Notícias" à direita da página na seção "Veja também", fiz novas postagens e fiz pequenas alterações nos "Links interessantes".

Na "Apresentação de slides", colocando o mouse em cima da foto, você verá os botões de navegação e clicando na foto você será levado ao correspondente álbum no fotoblog, clicando no link "Minha galeria pública" acima da foto mais ou menos no centro da página, será levado ao conjunto de álbuns. Coloquei três novos álbuns: ForFun no Marista, Vila Velha e Panorâmicas, visite.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Obrigado a todos!

Não poderia deixar de agradecer as mensagens enviadas por vários alunos de 2007 e desejar que, tendo sido classificado no vestibular ou não, levante a cabeça e faça do ano de 2008 uma nova etapa na sua vida.
Espero que o meu objetivo tenha sido cumprido: mostrar que aprender Física é apenas aprender a pensar! Abraços e muito obrigado, pois eu é que tenho de agradecer.

domingo, 28 de outubro de 2007

36 - O acidente com o LZ 129 Hindenburg

O vídeo, embora sem áudio, dá uma boa idéia do que eram os Zeppelins. Repare que na barquinha que ficava embaixo do dirigível iam apenas alguns dos tripulantes, os passageiros ficavam em salas no seu corpo. Embora uma das legendas do vídeo se refira a uma "massa de aço quente" a estrutura dos Zeppelins era em alumínio.

35 - Os Zeppelins

A época de ouro dos grandes dirigíveis vai do final da década de 1920 até quase o final da década de 1930. Um dos seus ícones foi o LZ 127 Graf Zeppelin que foi o primeiro objeto voador a dar a volta completa ao globo, feita no ano de 1929 em sete etapas e percorrendo 33 mil quilômetros. Seus dados técnicos principais eram:

Comprimento: 213 metros
Diâmetro: 30,5 metros
Volume de hidrogênio: 105 mil metros cúbicos
Nº de passageiros: 24
Nº de tripulantes: 36
Motores: 5 Maybach
Potência total: 2.650 cv
Velocidade máxima: 120 km/h
Velocidade de cruzeiro: 100 km/h


A ilustração mostra a proporção existente entre um Boeing 747 (Jumbo), o Zeppelin e o Titanic.

O Graf Zeppelin saiu de serviço em 1937 após percorrer mais de 500 mil quilômetros e transportar aproximadamente 17 mil pessoas, ficou em exposição pública até 1940 quando foi desmanchado.
O maior dos Zeppelins foi o LZ 129 Hindenburg, orgulho da engenharia alemã com os seguintes dados técnicos:

Comprimento: 245 metros
Diâmetro: 45 metros
Volume de hidrogênio: 200 mil metros cúbicos
Nº de passageiros: 50
Nº de tripulantes: 61
Velocidade máxima: 135 km/h
Autonomia: 14 mil quilômetros


O LZ 129 Hindenburg era o orgulho da engenharia alemã sendo o principal modelo construído pela Deutsche Zeppelin-Reederei. Para se ter uma idéia da sofisticação do dirigível toda a enorme estrutura do seu corpo era feita em alumínio, sendo que os aviões da época ainda utilizavam, em sua maioria, madeira e lona. Daí pode-se entender o choque causado na Alemanha quando em seis de maio de 1937 o Hindenburg acidentou-se durante preparação para o seu pouso na base aérea de Lakehurst, New Jersey, EUA, matando 35 dos seus 97 ocupantes e mais uma pessoa no solo.
Durante muito tempo discutiu-se a causa do acidente, ora colocando-se a culpa no hidrogênio responsável pela sustentação do dirigível, ora numa possível sabotagem. Hoje sabemos que a tinta inflamável (a substância fósforo era um de seus componentes) que era usada no revestimento do Hindenburg foi a responsável pelo desastre ao ser incendiada por uma faísca causada pela eletricidade estática acumulada durante a viagem. O assunto foi tema do filme O dirigível Hindenburg (The Hindenburg), lançado em 1975 e dirigido por Robert Wise.


Veja algumas fotografias do Graf Zeppelin quando de sua passagem por Vitória em 1930.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

34 - A ressonância em ação



O vídeo mostra a ponte sobre o estreito de Tacoma no estado norte americano de Washington desabando em conseqüência da ressonância causada por ventos de aproximadamente 65 km/h. A ponte havia sido inaugurada três meses antes, 1 de julho de 1940, e tinha 1.600 m de extensão. O acidente provocou uma reavaliação em todos os projetos de pontes do mesmo tipo quanto à possibilidade da ocorrência do fenômeno.
A ressonância ocorre quando um um sistema mecânico tem sua energia aumentada devido ao fato de a freqüência de suas oscilações - provocadas, no caso, pelo vento - se igualar à frequência de vibração natural do sistema.

domingo, 21 de outubro de 2007

33 - Vest 2008

Na quarta-feira passada, 10 de outubro de 2007, o jornal A Gazeta distribuiu junto com sua edição normal um caderno denominado "Vest 2008". Até aí, tudo bem, pois faz parte das ações de marketing dos jornais, nesta época do ano, lançar cadernos e suplementos sobre o vestibular visando angariar verbas publicitárias das faculdades e colégios. Acontece que na página 18 havia um quadro sob o título "saiba mais" onde eram dadas dicas, fórmulas e regras sobre assuntos que, segundo o jornal, eram de maior relevância para os vestibulares e que trazia vários erros de forma e conteúdo:

Zoologia era colocada como uma disciplina separada da Biologia.
Eram dados mnemônicos (facilitadores de memorização), chamados de "macetes", alguns ridículos e outros mais difíceis de decorar que as regras originais.

Na Física foram colocadas definições e equações erradas:


Lembre que:
Não existe "variação de calor de um corpo".
Não confunda "aceleração" com "atrito".
É usual (tudo bem que não é norma) utilizar m, p, V e a para, respectivamente, massa, pressão, volume e aceleração e não M, P, v e A.
É errado utilizar "C" para representar calor específico, o correto é "c".
Na equação fundamental da calorimetria ( Q = m·c·Δt ) o correto é "Δt" e não "t", muito menos "T".

"T" deve ser utilizado quando a equação só aceitar valores de temperatura que estejam nas escalas absolutas (kelvin e rankine).


O mais grave é sugerir que no Pré-Vestibular ("cursinho" como algumas pessoas adoram dizer) ensina-se a memorizar itens e não a raciocinar sobre os processos e colocar a Física como "aquela matéria onde o importante é decorar as fórmulas". Isto pode até ser praticado por uma minoria mas é muito antigo (no mau sentido), pedagógicamente errado e não é o que uma imensa maioria faz, além de passar uma idéia completamente equivocada de como a Física deve ser encarada pelas pessoas. Tais "dicas" só podem ter sido dadas por alguém com uma visão arcaica e deturpada do que é o Ensino Médio e o Pré-Vestibular hoje.
Aconselho que os jornais se assessorem melhor ao publicar informações e conselhos sobre o vestibular.


PS - kelvin e rankine são grafadas com iniciais em letra minúscula!

32 - Tentativa de vôo

Carros de corrida não foram feitos para voar, mas podem decolar...