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sábado, 15 de agosto de 2009

55 - Mario Cravo Neto

Navegando na net encontrei no site Photos um artigo que relembrava uma entrevista dada pelo fotógrafo baiano Mario Cravo Neto - falecido semana passada - e tomei a liberdade de postar uma pequena parte da mesma:

"Entrevistador: O artista deve estar sempre se renovando, senão se acomoda e se acaba. Tem prazo pa esta acomodação?

Mas que pergunta. Fumando do jeito que fumo eu não vou durar muito...

Entrevistador: ... não é uma questão de saúde, mas de vontade...

... mas tem a ver, tem a ver. É como você chegasse para Jimmi Hendrix e dissesse assim: se você não tivesse morrido cedinho, você estaria fazendo aquela revolução que você fez? Então tem artistas que são como uma estrela cadente. Eles aparecem, dão aquele brilho e somem (...) outros artistas passam um tempo maior aqui na terra, trabalham, criam, outros se vendem. Eu diria o seguinte: esta pergunta eu não poderia lhe responder. Este é o tipo de pergunta que não sou eu que pode lhe responder, porque o artista faz o trabalho dele para a vida. O trabalho dele é feito para o próximo e para o futuro. Só quem pode responder sobre a obra de um artista é o tempo, é o futuro. Porque o futuro é o grande carrasco. O futuro é que dosa o mito da realização do artista. Ou destrói."

Veja algumas fotos de Mario Cravo Neto e em seguida o vídeo "Art of Photografy - Mario Cravo Neto":


sexta-feira, 20 de julho de 2007

26 - Também, com uma máquina dessas...

Qual amante da fotografia não ouviu uma ou mais vezes a frase acima? Se o equipamento fosse tudo Bill Gates seria um excelente fotógrafo...
Não se pode deixar de reparar que com o advento da fotografia digital muitos informatas viraram “fotógrafos”. Nada contra pois acho a democratização da fotografia muito salutar e sempre classifiquei a posição em que alguns fotógrafos se colocam como meio “esnobe”.
O problema é que os Forums sobre fotografia foram tomados por debates sobre megapixels, ruído, recursos eletrônicos e afins, deixando de lado o que realmente deviam discutir: a fotografia. Um bom olho pode ser responsável por uma boa fotografia mesmo com um equipamento ruim, já um mau olho...
Muitos, não apenas iniciantes, perdem tempo com tais debates ao invés de repararem mais nos detalhes fotográficos dos seus cliques. Claro que temos que levar em conta que a fotografia hoje se divide em muitos ramos: da publicidade à arte temos uma variedade quase infinita de caminhos. Mas em todos eles o que interessa é isto: o que você quer passar.
Às vezes o ruído – não é a mesma coisa que granulação, mas pode ser usado como se fosse – faz parte do clima do que o fotógrafo quer transmitir. Para que ficar perdendo tanto tempo no Photoshop se uma melhor composição, um melhor enquadramento e um melhor ajuste podem ser feitos? Prazer de mostrar sua proficiência no software? Afinal de contas, você é um fotógrafo ou um operador de programas gráficos? Nada contra estes, mas, é uma questão de escolha.
Alguns “conselhos” aos que gostam de fotografia: fotografe muito (o que com a fotografia digital ficou MUITO mais fácil) e pense no que você fez, dispa-se de “pré-conceitos” e nem responda quando lhe perguntarem: Sua câmera é de quantos megapixels?
Claro que você não é obrigado a gostar do estilo de todos os fotógrafos mas quando olhar para uma fotografia de Henri Cartier-Bresson e não achá-la “banal”, quando você olhar para uma fotografia de Miguel Rio Branco e não concluir que houve um problema na revelação, você estará no caminho certo.